Por que projetos falham?


Meu projeto falhou...

Meu projeto falhou…

Não é terrível quando um projeto vai pelo ralo? A pior parte é que isso, segundo estatísticas, acontece pelo menos 70% das vezes segundo pesquisa do Standish Group. Parece muito, mas se você levar em consideração a Restrição Tripla (Custo-Tempo-Qualidade), um projeto só é um sucesso se conseguir atender aos requerimentos e especificações do escopo, ou seja, respeitar a Restrição Tripla.

Mas fora isso… quais as razões que levam um projeto ao fracasso? Aqui vai uma lista dos maiores problemas que costumam ser a sentença de morte da maioria dos projetos.

  • Falta de envolvimento do cliente
  • Pouca ou ausência de habilidades interpessoais
  • Gerenciamento de Comunicações falho ou inexistente
  • Objetivos e metas mal definidas
  • Escopo do projeto mal definido
  • Scope Creep
  • Planejamento falho ou inexistente
  • Estimativas de tempo/recursos não realistas
  • Baixa integração do time
  • Má alocação de recursos materiais e humanos
  • Gerenciamento de expectativas do cliente
  • Inexistência ou mal uso de uma metodologia de gerenciamento de projetos
  • Gerenciamento de Riscos inexistente
  • Falta ou mal uso de um controle de mudanças
  • Pouco ou nenhum tempo para testes

Scope Creep: O temido Scope Creep acontece quando o Escopo do projeto não para de ser alterado, tornando-se sempre maior do que originalmente estava previsto, sem que nenhum recurso seja adicionado ou algum tipo de planejamento.

Esta lista não exaure o assunto, nem engloba todos os motivos possíveis, muito menos as nuances em que cada item pode se desdobrar, mas já serve como um aviso para navegantes de primeira viajem. Vale também lebrar que o Gerente de Projetos é o guardião do projeto que lhe foi confiado e, irrevogavelmente, a culpa sobre a falha do projeto irá sim cair sobre seus ombros. Mas agora já dá para saber com o que se preocupar. Boa sorte para todos nós.

Um exemplo real: Estávamos encarregados de conseguir o financiamento para uma ONG, para um centro de treinamento profissionalizante e; para o treinamento de voluntários para o trabalho em projetos sociais. Os seguintes fatores foram decisivos para o desfecho sofrível de ambos os projetos:

  • Scope Creep: Cada reunião com o financiador do projeto terminava com uma alteração no escopo que tornava o projeto ainda maior do que o planejado sem, entretanto, levar em consideração os recursos alocados e o prazo estipulado;
  • Estimativas de tempo/recursos nada realistas: Além de mim, eram mais três voluntários responsáveis por fazer toda as pesquisas necessárias, bem como escrever o projeto e atender às reuniões;
  • Escopo do Projeto mal definido: a ONG não sabia exatamente o que queria e isso resultava em retrabalho a cada reunião;
  • Má alocação de recursos materiais e humanos: Além de serem poucas pessoas responsáveis por toda a parte pesada do projeto, boa parte do time de voluntários não estava devidamente alocada, nem tinham o devido treinamento para executar as atividades que lhes foram confiadas;
  • 0% de Conhecimento das Melhores Práticas de Gerenciamento de Projetos: Eramos boms de elaborar projetos sociais. Mas quando chegou a hora de botar a mão na massa, as coisas saiam dos trilhos com facilidade, devido a falta de conhecimento de práticas de gerenciamento.
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Sobre Diego Nei

Soteropolitano de capricórnio, Bacharel em Relações Internacionais pelo Centro Universitário Jorge Amado, estou atualmente cursando um MBA em Gerenciamento de Projetos. Gosto de escrever e de tocar violão. Acho que através do Gerenciamento de Projetos temos uma oportunidade de rever como as coisas são feitas e achar uma forma de atingir objetivos. Quem sabe se tivéssemos mais gerentes de projetos em Brasília a história não fosse diferente? Sou membro do PMI desde 2008, filiado ao Capítulo Bahia. Me interesso por projetos de desenvolvimento social, Corrente Crítica e Lean Six Sigma como garantia de qualidade em processos.
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