Bem Vindos à Frota Estelar III


Continuando com nossa série de artigos sobre liderança e soft skills na série Jornada nas Estrelas, agora vamos analisar meu capitão favorito: Jean-Luc Picard. Se você ainda não viu os outros artigos da série Star Trek, não perca tempo! Click aqui!

Jean-Luc Picard

Capitão Jean-Luc Picard

Capitão Jean-Luc Picard

Trazido a vida pelo ator inglês Patrick Stewart, o francês Jean-Luc Picard era um misto de diplomata, historiador, arqueólogo, ator, poeta, explorador e militar. Escolhido para comandar a mais moderna nave da Frota, a USS Enterprie-D (ST:TNG), Picard escolheu a dedo, como fica claro desde o primeiro episódio da série, a tripulação que o ajudaria em sua missão em levar a mensagem da Federação dos Planetas Unidos aos cantos mais distantes da galáxia.

De longe meu capitão favorito, Picard era o rei das soft skills e fazia tudo o que somos ensinados a fazer: Delegava tarefas e responsabilidades (além da cadeia de comando – você não precisava ser um oficial, só precisava se mostrar capaz); Disciplinava atos contraditórios ao esperado com toda a elegância e respeito possíveis… ou com um “carão” que jamais seria esquecido; parabenizava e recompensava seus oficiais sempre que merecimento e possibilidade se combinavam em uma oportunidade; servia como mentor, conselheiro e tornou-se amigo de vários da membros da tripulação; mantinha um padrão moral e um respeito as regras que seguia, mas sabia quando ser flexível e quando reavaliar situações, levando não só o benefício de todos os tripulantes em consideração, mas de todos os envolvidos.

Sua influência e estilo de liderança ficavam claros nas ocasiões em que seus oficiais ficavam encarregados de comandar uma nave estelar: Todos faziam o possível para seguir os passos de seu líder, tentando ao máximo emular seu estilo de liderança e, uma vez que Picard sempre lhes estimulava a se desenvolver, o resultado eram estilos de liderança todo próprio daquela pessoa.

Suas capacidades como diplomata e seu coração de poeta e explorador garantiam que Picard sempre procurasse resolver os conflitos e chegar a soluções antes de deixar a situação chegar em violência, mas sabia como responder à mesma de forma a garantir que sua mensagem fosse bem compreendida. Comparável a Kirk no quesito firmeza de caráter, Picard por muitas vezes colocava os interesses de muitos antes dos interesses de um (os dele).

O que aprendemos com Jean-Luc Picard

Os líderes são mais fortes quando tem pessoas capacitadas ao seu redor e permite que as mesmas façam seu trabalho. Saber identificar qualidades, habilidades e tendências em seus comandados é uma necessidade para se poder delegar responsabilidades às pessoas certas, o que leva a multiplicação do fator de liderança. Desta forma, podemos nos concentrar em aspectos mais complexos de um problema, sabendo que não precisamos nos preocupar com todos os detalhes já que pessoas qualificadas, e o mais importante, que sabem como lidar com seus respectivos times, estão cuidando do resto da situação. Outro ponto forte em Picard era: Você não precisa se valer de seu posto/posição (hard power) quando você domina as soft skills para gentilmente influenciar e ensinar as pessoas.

Picard está para o gerente de portfólios. Cada departamento (Engenharia, Operações, Segurança, etc.) de sua nave possuía um gerente de projetos capacitado que se reportava ao PMO (neste caso, o 1º Oficial, William Riker) que por sua vez se reportava a Picard. Seguidor da regra “Lidere pelo exemplo”, Picard era o compasso moral pelo qual o resto da tripulação se guiava, mas, não deixava de pedir opiniões e levar em consideração o feedback que recebia. A USS Enterprise-D, diferente da USS Enterprise de Kirk – que era apenas mais uma nave numa grande frota – era a nau capitânia da Federação Assim sendo, o domínio das soft skills era da maior importância, uma vez que Picard constantemente precisava representar toda a Federação – do mesmo modo que o gerente de portfólios muitas vezes precisa representar todo o escritório de projetos junto a clientes, parceiros e a diretoria da empresa. Sem um bom domínio das soft skills, sua capacidade de convencer as pessoas de que seu ponto de vista, de que sua visão de como os projetos devem ser desenvolvidos, não será muito efetiva.

Até a próxima, quando mudaremos de cenário, indo das naves espaciais para a estação mais badalada do século 24! indo do nosso lado da galáxia, para o outro extremo da Via Láctea!

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Sobre Diego Nei

Soteropolitano de capricórnio, Bacharel em Relações Internacionais pelo Centro Universitário Jorge Amado, estou atualmente cursando um MBA em Gerenciamento de Projetos. Gosto de escrever e de tocar violão. Acho que através do Gerenciamento de Projetos temos uma oportunidade de rever como as coisas são feitas e achar uma forma de atingir objetivos. Quem sabe se tivéssemos mais gerentes de projetos em Brasília a história não fosse diferente? Sou membro do PMI desde 2008, filiado ao Capítulo Bahia. Me interesso por projetos de desenvolvimento social, Corrente Crítica e Lean Six Sigma como garantia de qualidade em processos.
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